Conhece uma “praga” chamada fã?

Postado em Uncategorized com as tags , , , em Outubro 8, 2009 por colunadallas

Dentro de um mundo globalizado vivem várias pragas, vírus de inúmeras espécies, mas no meio artístico existem seres que são verdadeiros tormentos da vida pública.

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Com o avanço da tecnologia, todo mundo ficou bem mais próximo de todos, e principalmente de quem é notícia e trabalha para satisfazer a alegria através da arte, sendo ela no teatro, cinema, literatura ou na música, que é o nosso foco aqui.

Para um músico agradar todos que se aproxima dele, não é fácil. Imagine se for naquele dia de fúria, e de humor abalado por problemas pessoais. Mas para o fã, isso não existe. Para ele, o ídolo é de ferro, e não de carne e osso.

A invasão de privacidade se torna cruel abordo dos celulares com câmeras miradas no alvo, prontas para “metralhar” sem licença a figura ilustre de maneira estranha, muitas vezes isto é feito de um modo histérico causando certo desconforto.

Mas claro que poderemos desfrutar de um ídolo, obtendo uma foto, um autógrafo sabendo chegar. A celebridade é um ser humano normal, e o tratamento natural podem deixar as coisas mais agradáveis.

Muitas tragédias já foram causadas com esse excesso de idolatria. Posso citar dois exemplos; Show da banda Pearl Jam no festival de Roskilde em Copenhagen, Dinamarca (2000). Houve um tumulto generalizado que resultou na morte de pelo menos oito pessoas. Segundo palavras da polícia local na época, milhares de fãs foram esmagados contra a grade de proteção do palco enquanto a banda interrompia o show e tentava conter a multidão.

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Isso sem entrar em detalhes do caso John Lennon, morto por uma praga dessa espécie. Todos já sabem, e também o excelente guitarrista do Pantera Dimebag Darrel, detonado a tiros no palco, por um fã.

No Brasil também num passado não muito distante (2006) ocorreu um ataque de idolatria somado com a falta de segurança, quando a banda adolescente mexicana RBD fez um show em SP. O resultado foi; três pessoas mortas e muitos feridos.

Para o artista manter a cara alegre é um desafio, enfrentar programas de TV e rádio, e fingir às vezes estar bem, é sempre uma barreira a vencer. E no seu momento de refeição sagrada se chegar alguém para uma foto, foda-se se o artista está comendo, para o fã, ele é obrigado a fazer a tal foto sorrindo, e se não sorrir, ele é um grosso antipático chato, e o pior é quando ele pega o celular e diz; fala com minha mãe (risos). E quando a câmera demora uma eternidade para registrar o momento único? O sorriso tem que ficar ali esperando o click, independente do tempo, pior antes com as câmeras analógicas que eles falavam, “mais uma para garantir, vai que queima o filme.”

Será que os fãs de hoje estão mais preocupados com a vida íntima dos seus ídolos, ou no trabalho deles? Será que os artistas gostam mesmo dessa idolatria toda? Fica aí a dúvida.

Por Marcello Dallas

A técnica musical às vezes é uma merda!

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em Outubro 7, 2009 por colunadallas

Quem disse que bandas e músicos mestres em acordes e firulas, são sempre legais?

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Pois é, existem algumas que são verdadeiras tosqueiras sonoras, estudaram para deixar uma pequena fatia do rock uma merda e “politicamente correta”. Vai falar que aquele tal de Steve Vai, é melhor que Jimi Hendrix? Será que o Hendrix é digno de ser comparado com uma figura desse calibre? E Dr Sin é tão bacana assim? Nossa, mar de moralismo mecânico que posta regras de como tornar o rock intragável e frio como um robô.

Uma das coisas que sempre vejo são bandas dentro das “regras” de tocar. Regras da escolinha do professor “Zé Formal”. Eu acho essas técnicas mirabolantes do mecanismo ditado por leituras em linhas formais, uma das coisas mais chatas do rock. E não só eu, toda a geração dos anos 90 também acha, e viram Kurt Cobain se rebelar com sua guitarra despojada, mas recheada da essência roqueira.

Músicos que são escravos da postura perfeita, sem saber que esse estilo é livre, e de certa forma improvisado por sentimentos, e não por tablaturas imposta por quem precisa ler, ao invés de ouvir. Ainda bem que surgiu o punk na década de 70 tirando o brilho de bandas que sempre estavam querendo transformar o rock numa ópera elitizada de rosas quebradas. Desculpem-me, mas Ramones é melhor que Pink Floyd!

Claro que deveremos ter um mínimo de noção, movido com a alma lapidada de bons sons. Mas tem gente precisando assistir mais Simpsons, e deixar o moralismo de lado, não levando tudo a sério, nem os políticos do nosso país fazem isso, porra, ninguém sabe se divertir caralho?

Falta mais sexo drogas e rock and roll para essa galera que se diz os “virtuoses” do rock. Fãs e bandas desse estilo que sempre estão punhetando suas guitarras baixos e etc, são “retardados” num mar de uma cadeia cercada de tédio, preparada para irritar um bom ouvido sincero!

Por Marcello Dallas

Resenha do disco novo do Jet, o “Shaka Rock.”

Postado em Uncategorized com as tags , em Outubro 5, 2009 por colunadallas

Umas das bandas mais legais da atualidade. O Jet leva em seu som uma sonoridade bem temperada de ingredientes de rock and roll.

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Venho garimpando alguns discos novos que são realmente bons para descobrir, ouvir, ou até mesmo indicar. O “Shaka Rock.” é um deles. Em sua raiz existe um bom caldo dos anos 60 e 70 formatado com um sabor atual.

O novo álbum do Jet é mais umas das minhas dicas de 2009, um belo disco, mostrando a banda mais madura nesse terceiro trabalho. Depois do “Bummm” do seu primeiro disco “Get Born” (2003) que vendeu mais de Três milhões de cópias, agora os australianos estão com os pés mais fixados no chão, não vende como o primeiro, e isso não quer dizer que a banda não cresceu, muito pelo contrário.

Nesse novo disco a sonoridade do grupo está bem sintetizada na essência da banda, desde o design gráfico de capa (incrível) quanto na produção.

O Jet segue na linha do rock, alimentando timbres singulares das guitarras que surtam com a modernidade instantânea, sem desvirtuar a proposta compromissada com o seu conceito.

Para quem procura sentir um pouco dos sons antigos, com umas pitadas atuais, o Jet faz bem esse papel com o “Shaka Rock.” Recomendo!

Track List:

01. K.I.A. (Killed In Action)
02. Beat On Repeat
03. She’s A Genius
04. Black Hearts (On Fire)
05. Seventeen
06. La Di Da
07. Goodbye Hollywood
08. Walk
09. Times Like This
10. Let Me Out
11. Start The Show
12. She Holds A Grudge
13. Don’t Break Me Down (Bonus Track)
14. Everything Will Be Alright (Bonus Track)

Por Marcello Dallas

VMB 09. Entre chatos e legais.

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , em Outubro 2, 2009 por colunadallas

Mais um VMB alimentando alguns sons duvidosos e consagrando outros, uma premiação com altos e baixos. É, teve coisa legal, mas teve cada uma que foi difícil de engolir.

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A festa começou com o comando do grande Marcelo Adnet, um dos pontos mais legais do evento. Logo de cara a premiação de melhor show, foi entregue para os Paralamas do Sucesso (justo). Moveis Coloniais de Acaju entraram no palco para o primeiro show, e por sinal bem postados diante do Credicard lotado.

Alguns prêmios na verdade começaram a ser distribuídos antes das 21:30 no VMB antes. Fresno (com mais prêmios, quatro no total) levou as categorias pop, melhor vocalista e baixista, e uma das mais importantes da noite, o artista do ano. Fernanda Takai abraçou o caneco de MPB, For Fun levou a categoria rock (não sei onde tem rock nessa banda). Hit do ano para os moleques do Nxzero. Samba, claro para o Zeca Pagodinho, e reggae para Chimarruts.

Dentro desse grande case de celebridades ou aspirantes a celebridades, tinham algumas categorias que chamaram a atenção, o aposta MTV, que foi entregue a banda Vivendo do Ócio, a categoria blog do ano, conquistada pela galera do Jovem Nerd, o game do ano para The Sims e web hit para os Semi Novos. O Twitter do ano para Marcos Mion, totalmente emocionado fez o maior discurso da premiação “MT-vistíca.” Mion encerra seu ciclo na MTV e vai desfrutar um pouco do $$$ do “bispão” da Record.

Na praia mais alternativa os prêmios foram para a melhor banda instrumental, Pata de Elefante. Na categoria hardcore foi para os capixabas do Dead Fish e a N.S.A abocanhou a categoria de música eletrônica. Rock alternativo ficou com a banda Pública. A categoria rap caiu nas mãos de MV Bill.

A banda dos sonhos escolhida por votação foi formada por Lucas e Tavares (Fresno) e Duda e Martin (Pitty).

Os shows em destaque foram do tremendão Erasmo Carlos e convidados, Massacration com Falcão (sensacional), Vivendo do Ócio, Pitty, e claro a atração internacional Franz Ferdinand. Vanessa e o raper Ja Rule passaram batidos (minha opinião). E por falar em internacional a Britney ganha tudo ao redor do mundo, e não foi diferente no VMB 09. Ela acabou ganhando o prêmio de melhor artista internacional, (pena que ela não compareceu rs).

Os Titãs levaram o prêmio de melhor documentário, (por sinal um belo doc). E os mineiros do Skank morderam o clipe do ano, merecidamente.

O troféu de revelação causou uma emoção contraria na platéia, quando os “emoxus” do Cine subiram no palco para receber o prêmio com uma baita vaia merecida, para essa banda que nem deveria estar lá, com tanta gente legal para ganhar como Copacabana Club entre outros. Quem levou infelizmente foram esses moleques coloridos.

No geral uma premiação sem grandes surpresas. Devo ressaltar a parte técnica do evento que foi impecável (algo que faltou na premiação do prêmio Multishow desse ano) tudo rolando com sincronismo, o Adnet arrebentou com seu super talento. É isso vou dormir por que o efeito do café está passando, até mais fui.

Por Marcello Dallas

Kiss, e sua nova cria, o “Sonic Boom”

Postado em Uncategorized com as tags , em Setembro 23, 2009 por colunadallas

Prepare as grouipes e as cervejas por que esses velhos garotões estão de volta com um disco explosivo do início ao fim.

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Caiu na rede, é Kiss “Sonic Boom” é” boom” demais, não consigo parar de ouvir  esse disco que com certeza vai ser difícil de ser superado em termos de qualidade e energia por outros em 2009, um belo álbum que lembra o Kiss dos anos 70 no auge da potência roqueira, mas claro que com temperos da atualidade.

A banda está suculenta, lançando seus petardos de boas melodias que grudam no ouvido, começando com o single “Modern Day Delilah” e vai mutilando o cérebro de arranjos e composições arrasadoras até o fim com, “Say Yeah” que tem tudo para se tornar o novo hino do Kiss.

Sou suspeitíssimo para falar, mas posso dizer que esse disco é um dos melhores de toda discografia do grupo que destrói padrões, e mostra músicas super interessantes, um puta disco (o ministério da “Kiss-club” adverte “Sonic Boom” vicia) que espero para ter  em vinil num futuro breve.

Por Marcello Dallas

Resenha especial do novo álbum do Pearl Jam o “Blackspacer”.

Postado em Uncategorized com as tags , em Setembro 16, 2009 por colunadallas

Um dos discos mais esperados do ano sem sombra de dúvidas, e não é à toa que o Pearl Jam carrega o rótulo de uma das melhores bandas de rock dos últimos anos. Esse álbum está rolando agora no meu Ipod e vou desvendar o que esse disco tem de melhor.

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A porta de entrada é sem frescuras, a furiosa “Gonna See My Friend” chega chutando os ouvidos dos fãs, uma porrada vintage, timbres açucarados navegam em alta velocidade agregado com os rasgados da linha vocal.

Seguindo e pisando fundo que faixa “Got Some” transpira melodias singulares, e deixa em destaque o vocal de Eddie flutuando em praias melódicas.

O disco tem a sua essência grunge, e segue ali no estilo da banda, fiel a essa sonoridade que o single do álbum “The Fixer” fixa bem uma levada mais cadenciada e controlada por guitarras mais calmas, mas sem sair do trilho sintoniza com um refrão grudento e interessante.

“Johnny Guitar” continua segurando o disco até essa faixa, tudo rola de acordo com a proposta que a banda crava em vários anos de carreira, não sai muito do contexto.

Quando a faixa “Just Breathe” surge no álbum o disco perde um pouco da potência e ela prepara a canção “Amongst The Waves” uma bela balada alá Pearl Jam, ótima para grudar em seus ouvidos.

“Unthought Known” parece que vai empolgar e não empolga, lembra U2 em alguns momentos, essa faixa tira um pouco do brilho inicial do álbum.

“Supersonic” chega arregaçando com mais energia (assim é mais legal) boa música riffs alucinantes capturado por solos rasgados flertado com uma batera insana.

“Speed Of Sound” de speed, não tem nada. A faixa é bem chata dá vontade de voltar o disco ao seu início e ouvir as porradas!

Uma batera dá inicio a “Force Of Nature” e agrada bem, uma levada prá lá de bacana, um vocal muito bem aplicado em doses melancólicas, e guitarras simplesmente sedutoras, uma viagem dentro do universo Pearl Jam, uma das melhores do disco.

“The End”, em tom de despedida desperta a tristeza em forma de canção, realmente o fim chegou e o “Blackspacer” é um bom disco, não da para esperar mais que isso da banda que sempre foi fiel ao seu estilo, e aos seus fãs, recomendo!

Por Marcello Dallas

Os limites do rock ficaram nos anos 60 e 70?

Postado em Uncategorized com as tags em Setembro 16, 2009 por colunadallas

O que ainda se pode fazer com um gênero musical simples e tão empolgante de todos os tempos? Será que ainda existe uma fórmula escondida para renovar o rock and roll?

rock-n-roll

Sempre me pergunto e pergunto aos meus amigos (a), se ainda existe um caminho de ser diferente nesse estilo sem perder a essência. Ainda é possível inventar, surpreender ou até mesmo fazer uma reviravolta sem perder o conceito roqueiro?

Costumo ouvir muita coisa, desde anos 50 até os dias de hoje, tendências tomam de assalto fases que duram meses ou até mesmo anos. Bandas novas sempre querendo beber na fonte das velhas, ah, mas é a raiz né? Ou é a falta de uma receita atual de compor e produzir com uma trilha singular e exclusiva?

A nova fase do rock mundial está ali perambulando na linha retrô, e os melhores discos lançados nos últimos tempos são de bandas clássicas, como AC/DC e Kiss. Os Beatles agora também mais em evidência com relançamentos, entre outros artistas e bandas mais maduras do mundo do rock sendo relançados.

“Novos” conceitos e estilos são na verdade releituras de coisas velhas (não que isso seja ruim). Aí será que é melhor tentar entender o tal “novo conceito”, ou ir beber direto da fonte? Respostas relativas, quando se trata de música, gosto e preferências, cada um tem o seu!

Acredito que o rock and roll por ser um estilo “simples” fica difícil de reinventar algo que cause espanto nos dias de hoje, o limite chegou, e agora vivemos ouvindo reciclagens sonorosas com bandas novas, algumas interessantes outras nem tanto.

Talvez a onda de possíveis plágios possa ficar mais em evidencia nos próximos anos, já que o limite é revisitar as fontes clássicas para criar algo relativamente novo, quem sabe o futuro pode vir de um passado rock and roll mais nostálgico?

Por Marcello Dallas

Esse time tem dono, e só joga quem ele quer.

Postado em Uncategorized com as tags , , , em Setembro 13, 2009 por colunadallas

Esse time tem dono, e a bola rola de acordo com um mega guitarrista, que escala quem ele quer para viajar em seus rifs precisos de melodias energéticas, dando asas para o mais puro hard rock de todos os tempos. É amigos estamos falando do patrão Eddie Van Halen, e seu álbum e sua banda Van Halen um clássico obrigatório em qualquer case de rock.

Van Halen

Um disco sem firulas vai direto ao ponto e esse ponto tem uma porta de entrada que se chama “Runnin’ Whith the Devil” que logo em seguida mergulha num mar virtuoso arejado de guitarras singulares com timbres alucinantes que se chama “Eruption” , esse caminho te leva até “ You Really Got Me”, uma das mais legais segura qualquer show.

O que realmente garante esse disco e a sensacional “Ain’t Talkin’ ‘Bout Love” timbres de outro planeta são ingredientes da guitarra de Eddie, um belo cartão de visitas para fisgar qualquer  desavisado do rock and roll, entre esses sons o álbum é cheio trilhas e desfechos fantásticos, um belo disco para coleção roqueira mais 10 milhões de cópias vendidas recomendo!

Por Marcello Dallas

Um belo “combustível” para uma noite infinitamente divertida

Postado em Uncategorized com as tags , em Setembro 7, 2009 por colunadallas

Um clima cinza sintetiza de forma única, uma sonoridade que vai direto ao ponto das grandes metrópoles. Um disco para reviver e satisfazer os coros dos contentes anos 80 e sem dúvida, esse álbum pode ser o grande convidado vip da sua festa. Essa ilustre presença tem o nome de Billy Idol Greatest Hits.

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Um belo “combustível” para uma noite infinitamente divertida, e com desfechos definidos bem pautados em guitarras, teclados capturando a essência da época. Melodias sinceras miradas num ponto direto sem desafiar os limites do exagero colorido e sintetizado dessa geração. Embarque nessa trilha sonora ao luar, agregado com estrelas brilhantes iluminando a pista.

Do início ao fim, o disco empolga e mergulhado nessa agitação, qualquer um pode preparar as pedras de gelos para os seus drinks, abordo de músicas como “Rebel Yell” que agitada com altas doses de adrenalina e desperta a indispensável “Dancing With Myself” essa faixa te joga numa rua suspeita ao som de “Mony Mony” que prepara qualquer defunto para viver “a vida adoidado”. Essas já garantem a festa.

Algumas baladas fazem parte dessa compilação de hits de Billy “Flesh For Fantasy” é uma bela canção quase perfeita para um strip em algum buteco abastecido com essa cultura.

Composto desses ingredientes sonoros e temperados por outras faixas consideráveis, que esse disco fica definitivamente no meu case de favoritos.

Por Marcello Dallas

Seus pais tomavam ácido ? então a culpa é do Owsley Stanley

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , em Setembro 3, 2009 por colunadallas

A mais pura revolução do século 20, numa esquina de San Francisco, ali na Haight com a Ashbury. Um flashback psicodélico com vários desfechos inusitados, uma época ácida da contra cultura tomou conta dessa geração.

Garotos de cabelos mais longos, garotas de minissaia perambulando em suas kombis coloridas abastecidas de várias substâncias ilícitas dominavam o local.

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Alguns dizem que foi  Michael Fallon (jornalista), do San Francisco Examiner quem criou o termo “hippie”­ É uma variação do termo “hip”.Que significa genericamente “ligado”, “ por dentro das coisas

Essa turma invadiu a Haight e seus casarões, daí para frente o cheiro de maconha queimada começou a fazer parte dessa fonte da contra cultura em 1965.

Poderia ser apenas mais um bando de malucos no mundo se não fosse o fator ácido. O LSD com 17 anos de idade já era utilizado em laboratórios de estudos neurológicos. Uma das primeiras cobaias foi o escritor Ken Kesey, autor de um Estranho Ninho.

A experiência foi feita e ele gostou muito do resultado, daí passou a ser um grande propagador dessa droga, até então perfeitamente legal.

O professor de psicologia Timothy Leary, se tornou também um devoto da substância, segundo ele o LSD tinha a capacidade de “expandir a consciência” além de ajudar pacientes de traumas e bloqueios.

O LSD passou a ser produzido por Owsley Stanley em massa no seu laboratório particular, e chegou a marca de 1 milhão de pílulas em dois anos.

Stanley procurava composição do ácido mais puro e potente, em troca ele não queria grana, e sim uma experiência mental coletiva.

Em 24 de outubro de 1965, os músicos da banda Warlocks tomaram as pílulas e foram tocar num grande casarão na Rua Page número 1090.

Durante 20 fins de semana entre 1965 e 1966 centenas de hippies pagaram 50 cents para frequentar as festas de arromba no porão da Page.

Neste local não havia cadeiras, apenas uma pista de dança, com uma iluminação original na época inventado por um vizinho, era cheia de cores, essa trilha seguia numa estrada inovadora, ali nascia o visual psicodélico.

Alucinado de ácido, o guitarrista e líder dos Warlocks Jerry Garcia, começou improvisar em suas músicas esticando longos instrumentais que ligava uma música na outra, e ninguém parava de dançar, enquanto Owsley fazia a distribuição do LSD para a galera. Assim a viagem estava garantida.

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Os Big Brothers & Holding Company, tinha um guitarrista famoso pelos solos de 45 minutos, mas ele precisava de um vocalista (a). Uma das principais candidatas se hospedaria num dos quartos da Page 1090, era uma texana gordinha cheia de espinhas chamada Janes Lyn Joplin.

A lendária Haight – Ashbury hoje serve de comércio de moda hippie, lojas com acessórios da época para os mais nostálgicos

A festa de arromba aconteceu mesmo no dia 5 de dezembro de 1965 numa esquina a caminho de San Francisco, o acid test, lá rolou o primeiro (de 12). Uma das invenções de Ken Kesey e seus camaradas. Nas paredes eram projetadas figuras psicodélicas, com filmes antigos, e a galera dançava sob luz negra e muita loucura.

E nessa noite a banda de Jerry Garcia deixou de se chamar Warlocks para se tornar Graterful Dead.

Todo mundo ficava doidão. Tiravam suas roupas e ficavam na rua pelados. A revolução psicodélica havia começado.

Nas festas a galera hippie trocava e se misturava com outros artistas como, diretores de teatro de vanguarda, poetas, performances de rua e com os“Fraldas Vermelhas” (comunistas da Califórnia).

A tal sociedade alternativa estava em seu começo, com o objetivo de curtir a vida numa economia baixa, tendo como fonte o comércio de artesanato.

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No dia 1 de janeiro de 1966 inaugurou no número 1.535 da Haight a Psychodelic Shop. Ali eram vendidos livros e revistas, também com “salas de meditação”. Nessas salas meditando, casais entravam em contato com o seu eu interior, sem regras de posses afetivas.  Isso era o amor livre.

Em 1966 o conceito da acid tests passou para a Trip Festival, que reunia 3 mil viajantes, agregando música e teatro, tudo que já fazia parte da cultura psicodélica.

A cultura na Haight- Ashbury começou a se espalhar na medida em que novos hippies chegavam, com muita fome, e sem grana. Os Diggers procuravam restos de comida e preparavam refeições free ,e distribuía nos gramados do Panhandle.

Houve desaparecimento de jovens em 1966 nas ruas do Haight- Ashbury, 1. 231 foram contados era muita gente Recém chegados montavam suas barracas num morro Golden Gate Park prontos para acreditar em qualquer coisa e seguir algum guru.

Aqueles jovens queriam na verdade um atalho para o nirvana, o LSD era tão comum como uma aspirina, e para acelerar o despertar da terceira visão, usavam pomadas coreanas, e falavam da casca da banana, que bem seca ao sol e fumada, poderia dar um grande barato.

Em setembro de 1966, o Grateful Dead se muda para o número 710 da Ashbury, e o casarão abriga Jerry Garcia e sua trupe de colegas, assim se transformando no principal ponto agitado do bairro.

Kombis coloridas chegando muita gente mergulhada no ácido, aquilo tudo era “natural”. Em uma das inúmeras festas da Page 1090, alguém jogou uma garrafa de Coca Cola pela janela e curiosamente caiu nos pés de um policial, isso foi a gota d’água para explodir uma situação tensa. Registra-se a primeira batida policial por porte de drogas. A mamata estava acabando, e o sonho começava se tornar pesadelo.

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Em 2 de outubro de 1966 ocorre o último acid tests, E nessa data já faziam quatro dias que o estado da Califórnia  estava enquadrando a galera por posse e produção de ácido, considerando como crime.

Depois da proibição, um jovem morreu num roubo de carro, dando inicio a quatro dias de tumulto, recheado de ataques com bombas e protestos mais “ácidos” Os Hell’s Angels apareceram com a sua truculência, ai o astral pesou de vez.

“Hippies e Hell’s Angles continuam a se encontrando no início da Haigth, ali eles e outros freaks trocam ideias numa boa”.

Mas a grande atração do quarteirão eram eles, e sim a famosa loja de discos Amoeba, um dos maiores sebos de som e imagem do sistema solar.

A Polícia durante o dia quase não se vê, mas aparentemente nada acontece de ilegal na Haigth, O que chega perto da ilegalidade são as head shops sobrevivendo do Summer of A Love. Nessas lojas produtos voltados para o hemp, são vendidos e não propriamente o tal.

35 mil loucos alucinados compareceram em 14 de janeiro (1967) aos campos de pólo do Golden Gate Park para o “Human Be-in Gathering of the Tribes” Não eram simples hippies, e sim agitadores políticos ao microfone e os Hell’s Angels rasgando os motores de suas Harley- Davidsons. Uma jarra de ácido puro e poderoso foi providenciada por Owsley nesse evento.

Rolaram shows com umas das melhores bandas da época, sandubas de peru na faixa, muito sol ao som de Grateful Dead, a galera dançava sem parar.

Mas algo estava se perdendo, um rascunho vazio tomou conta do maior verão de 1967, jovens inocentes loucos queriam sexo drogas e rock and roll fácil.

Um baixinho barbudo morava na Cole número 636, o nome desse cara era Charles Manson.

Charles passou a maior parte da sua vida em instituições penais, da prisão ele foi direto para a Haight com a Ashbury, tomou seu primeiro ácido e colocou na cabeça que era Jesus Cristo, virou mais um guru e já tinha uma seguidora, e depois outros mais entraram na onda desse louco. Na Cole começava a Família Manson.

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Em 1967 arrebentava nas paradas uma canção épica com Scott McKenzie, aconselhando o resto do planeta:”Se for a San Francisco, não se esqueça de levar algumas flores no cabelo, assim hippies passaram a invadir jardins das senhoras para arrancar flores, e cair na moda!

Hordas de falsos hippies dominavam o Festival de Monterey Pop, no dia 16 de julho Janis Joplin rasga sua garganta com violência com Balls and Chains, e Jimi Hendrix transa com sua fender, e tasca fogo na coitada, yhea, baby yheaaaaaaa!!!!

75 mil jovens passaram férias no Haight- Ashbury no verão de 1967. E nas ruas palavras do escritor Ed Sanders, “uma vale de milhares de fofinhos, coelhinhos brancos cercados de coiotes famintos”. Nem sempre um cabeludo de bandana na cabeça é hippie de verdade, alguns cometiam crimes, vendiam orégano como se fosse maconha, a epidemia de doenças venéreas se espalhava.

No dia 6 de outubro foi decretada o dia da morte do Hippie, um caixão simbólico foi transportado pela Haigth. Dias antes a polícia de San Francisco deu exemplo de autoridade e na casa dos Grateful Dead, prenderam uma galera e Jerry Garcia escapou.

As Kombis coloridas começaram a partir, apenas o ônibus da Família Manson era preto.

Em 3 de marco de 1968 Jerry Garcia fez o seu último show free com o Dead no Haigth, sem autorização, e em seguida partiu para Los Angeles, e nesse meio tempo Janes se preparava para uma temporada em Nova York, os tempos de maconha e ácido na Haight ficavam para trás, e o que Joplin queria era difícil de encontrar naquela região a, heroína.

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No dia 9 de agosto de 1969, o que restava de bom daquela cultura foi derretida num episódio mortal seguidos de gritos na casa das colinas de Hollywood, a atriz  Sharon Tate estava morta, retalhada com oito meses de gravidez, resultado: feto morto e pendurado ao seu lado.

Logo em seguida as investigações levaram ao tal barbudo Charles Manson, alucinado na sua egotrip. Sua família de hippies loucos, viraram assassinos macabros, garotas com flores no cabelos e facas nas mãos. Ao lado da morta Sharon Tate, 3 mortos num mar de sangue sem fim, e outras vítimas seriam relevadas nos próximos dias.

Um choque mortal, vibrações escuras transformaram o dia 6 de dezembro no festival de Atlamont num horror-show com muita violência entre negros e Hell’s Angles.

“Charles Manson se torna um serial killer, Jim Morrison. Hendrix e Janes mortos, o sonho estava no fim, e o pesadelo dessa geração se tornou constante”.

Em 31 de janeiro (1970) todos os integrantes do Grateful Dead, foram presos em Nova Orleans com muita droga, como se não basta-se a banda foi roubada em 150 mil dolares por um empresário desonesto.

No trágico 18 de setembro Hendrix embarca para o inferno abordo do seu próprio vômito morto em uma drástica overdose em Londres deixando seus fãs no vazio.

15 dias depois Janes Joplin se hospeda num hotel barato de Los Angeles frequentado por traficantes, compra uma dose pura de heroína e cai diante de sua cama e a partir daí, não levanta mais.

O sonho colorido acaba de maneira trágica, grandes ícones dessa geração morrendo cedo, Charles Manson contaminou todos dessa trupe com sangue. Hoje o bairro da Haigth, é tranquilo, as acid tests, viraram raves, o novo ácido é o ecstasy. A viagem fica por conta dos DVDS, livros e discos dessa época marcante da contra- cultura.

Por Marcello Dallas