Os limites do rock ficaram nos anos 60 e 70?
O que ainda se pode fazer com um gênero musical simples e tão empolgante de todos os tempos? Será que ainda existe uma fórmula escondida para renovar o rock and roll?

Sempre me pergunto e pergunto aos meus amigos (a), se ainda existe um caminho de ser diferente nesse estilo sem perder a essência. Ainda é possível inventar, surpreender ou até mesmo fazer uma reviravolta sem perder o conceito roqueiro?
Costumo ouvir muita coisa, desde anos 50 até os dias de hoje, tendências tomam de assalto fases que duram meses ou até mesmo anos. Bandas novas sempre querendo beber na fonte das velhas, ah, mas é a raiz né? Ou é a falta de uma receita atual de compor e produzir com uma trilha singular e exclusiva?
A nova fase do rock mundial está ali perambulando na linha retrô, e os melhores discos lançados nos últimos tempos são de bandas clássicas, como AC/DC e Kiss. Os Beatles agora também mais em evidência com relançamentos, entre outros artistas e bandas mais maduras do mundo do rock sendo relançados.
“Novos” conceitos e estilos são na verdade releituras de coisas velhas (não que isso seja ruim). Aí será que é melhor tentar entender o tal “novo conceito”, ou ir beber direto da fonte? Respostas relativas, quando se trata de música, gosto e preferências, cada um tem o seu!
Acredito que o rock and roll por ser um estilo “simples” fica difícil de reinventar algo que cause espanto nos dias de hoje, o limite chegou, e agora vivemos ouvindo reciclagens sonorosas com bandas novas, algumas interessantes outras nem tanto.
Talvez a onda de possíveis plágios possa ficar mais em evidencia nos próximos anos, já que o limite é revisitar as fontes clássicas para criar algo relativamente novo, quem sabe o futuro pode vir de um passado rock and roll mais nostálgico?
Por Marcello Dallas