Conhece uma “praga” chamada fã?

Dentro de um mundo globalizado vivem várias pragas, vírus de inúmeras espécies, mas no meio artístico existem seres que são verdadeiros tormentos da vida pública.

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Com o avanço da tecnologia, todo mundo ficou bem mais próximo de todos, e principalmente de quem é notícia e trabalha para satisfazer a alegria através da arte, sendo ela no teatro, cinema, literatura ou na música, que é o nosso foco aqui.

Para um músico agradar todos que se aproxima dele, não é fácil. Imagine se for naquele dia de fúria, e de humor abalado por problemas pessoais. Mas para o fã, isso não existe. Para ele, o ídolo é de ferro, e não de carne e osso.

A invasão de privacidade se torna cruel abordo dos celulares com câmeras miradas no alvo, prontas para “metralhar” sem licença a figura ilustre de maneira estranha, muitas vezes isto é feito de um modo histérico causando certo desconforto.

Mas claro que poderemos desfrutar de um ídolo, obtendo uma foto, um autógrafo sabendo chegar. A celebridade é um ser humano normal, e o tratamento natural podem deixar as coisas mais agradáveis.

Muitas tragédias já foram causadas com esse excesso de idolatria. Posso citar dois exemplos; Show da banda Pearl Jam no festival de Roskilde em Copenhagen, Dinamarca (2000). Houve um tumulto generalizado que resultou na morte de pelo menos oito pessoas. Segundo palavras da polícia local na época, milhares de fãs foram esmagados contra a grade de proteção do palco enquanto a banda interrompia o show e tentava conter a multidão.

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Isso sem entrar em detalhes do caso John Lennon, morto por uma praga dessa espécie. Todos já sabem, e também o excelente guitarrista do Pantera Dimebag Darrel, detonado a tiros no palco, por um fã.

No Brasil também num passado não muito distante (2006) ocorreu um ataque de idolatria somado com a falta de segurança, quando a banda adolescente mexicana RBD fez um show em SP. O resultado foi; três pessoas mortas e muitos feridos.

Para o artista manter a cara alegre é um desafio, enfrentar programas de TV e rádio, e fingir às vezes estar bem, é sempre uma barreira a vencer. E no seu momento de refeição sagrada se chegar alguém para uma foto, foda-se se o artista está comendo, para o fã, ele é obrigado a fazer a tal foto sorrindo, e se não sorrir, ele é um grosso antipático chato, e o pior é quando ele pega o celular e diz; fala com minha mãe (risos). E quando a câmera demora uma eternidade para registrar o momento único? O sorriso tem que ficar ali esperando o click, independente do tempo, pior antes com as câmeras analógicas que eles falavam, “mais uma para garantir, vai que queima o filme.”

Será que os fãs de hoje estão mais preocupados com a vida íntima dos seus ídolos, ou no trabalho deles? Será que os artistas gostam mesmo dessa idolatria toda? Fica aí a dúvida.

Por Marcello Dallas

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