Madrugada anestesiada de várias doses de vinho. No vigésimo andar de um edifício clássico no centro de SP, o Copan, Arquitetado pelo grande mestre Oscar Niemeyer, eu sepraro uns discos. Vejo da janela a “Sin City brasileira” (São Paulo). Uma cidade repleta de ingredientes urbanos, preparados para engolir qualquer simples mortal abordo das histórias criadas por Frank Miller ou por Tarantino. Oloco rs!
Tudo isso só tem sentido se for bem climatizado por uma trilha sonora potente, suja e embriagada de timbres vintages. Sem desconfiança, e com uma energia infinita.
“São poucos álbuns que podem entrar nesse set list. O bom é que eu posso quebrar a minha cabeça para elaborar um bom repertório. Afinal bandas boas não faltam.”
Não basta apenas tocar e ou discotecar seu Dj Set. Tem que pesquisar e ler sobre o que está tocando. Mas para embalar essa noite pretendo sacar do case o que me faz bem. Ou seja, bons discos!
Começo com uma banda bem legal que mistura um punk garage com rockabilly. The Cramps, se quiser começar a todo vapor, e já mostrar à que veio, funciona bem. “Bad music for bad People” é a minha dica do Cramps.
Sem quebrar o clima e sair da levada, selecionei um disco que tem muita história para contar. Várias vezes ele foi a trilha sonora de algumas bebedeiras com os meus amigos. Estou falando do “London Calling” - The Clash.
1,2,3,4. Acelere mais ainda sua noite, com “Leave Home” dos Ramones. Entre os fantásticos discos dos caras, esse eu gosto bastante. Garanto que muita gente também.
Se tiver uma banda com grande poder de fogo, ao ponto de destruir um palco inteiro com a fúria do rock. Essa banda pode levar o nome de The Who, e o álbum, claro, que não poderia ser outro, “My Generation,” garante o clima agitado, e a noite segue regada a muito sexo drogas e rock and roll.
A loucura não tem fim, e vamos bombardear mais ainda. AC/DC com o álbum – “Let There be Rock” é o combustível para essa explosão poderosa preparada para balançar seu cérebro. Ufa!
Quando parece que a munição está chegando ao fim, surge mais uma dica para a noite, continuar com todo gás. “Raw Power” Iggy Pop and the Stooges, sensacional. Levanta qualquer bunda da cadeira.
O ronco de um “maveco envenenado” pode se confundir fácil com o som dessa banda; Motorhead, com o álbum – “Ace Of Spades”, esse disco bota respeito e mantém tudo sob controle.
Posso perceber que estamos chegando ao creme – de-la creme desse top 10. E nada melhor que sacar do case um disco clássico do Kiss “Love Gun”. Melhor disco do grupo (minha opinião).
Já que está no inferno, abraça o capeta. Black Sabbath chuta a porta com o álbum “Sabotage.” Um petardo na orelha dos desavisados. E segue a noite…
Fecho com os New York Dolls. Com essas bixas eu duvido que você tiraria sarro rs. O álbum “New York Dolls” deixa claro o rock cru direto sem fescuras.
Com esses discos prontos para metralhar seus ouvidos e dos seus amigos pode ter certeza que a sua noite vai ter agito de sobra, e comentários para os próximos 15 dias, junte tudo isso com uma galera seleta, cerveja gelada e alguns pedaços de pizza para matar a larica, que a diversão está garantida.
Por Marcello Dallas



















