Seus pais tomavam ácido ? então a culpa é do Owsley Stanley

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , em Setembro 3, 2009 por colunadallas

A mais pura revolução do século 20, numa esquina de San Francisco, ali na Haight com a Ashbury. Um flashback psicodélico com vários desfechos inusitados, uma época ácida da contra cultura tomou conta dessa geração.

Garotos de cabelos mais longos, garotas de minissaia perambulando em suas kombis coloridas abastecidas de várias substâncias ilícitas dominavam o local.

haight ashbury

Alguns dizem que foi  Michael Fallon (jornalista), do San Francisco Examiner quem criou o termo “hippie”­ É uma variação do termo “hip”.Que significa genericamente “ligado”, “ por dentro das coisas

Essa turma invadiu a Haight e seus casarões, daí para frente o cheiro de maconha queimada começou a fazer parte dessa fonte da contra cultura em 1965.

Poderia ser apenas mais um bando de malucos no mundo se não fosse o fator ácido. O LSD com 17 anos de idade já era utilizado em laboratórios de estudos neurológicos. Uma das primeiras cobaias foi o escritor Ken Kesey, autor de um Estranho Ninho.

A experiência foi feita e ele gostou muito do resultado, daí passou a ser um grande propagador dessa droga, até então perfeitamente legal.

O professor de psicologia Timothy Leary, se tornou também um devoto da substância, segundo ele o LSD tinha a capacidade de “expandir a consciência” além de ajudar pacientes de traumas e bloqueios.

O LSD passou a ser produzido por Owsley Stanley em massa no seu laboratório particular, e chegou a marca de 1 milhão de pílulas em dois anos.

Stanley procurava composição do ácido mais puro e potente, em troca ele não queria grana, e sim uma experiência mental coletiva.

Em 24 de outubro de 1965, os músicos da banda Warlocks tomaram as pílulas e foram tocar num grande casarão na Rua Page número 1090.

Durante 20 fins de semana entre 1965 e 1966 centenas de hippies pagaram 50 cents para frequentar as festas de arromba no porão da Page.

Neste local não havia cadeiras, apenas uma pista de dança, com uma iluminação original na época inventado por um vizinho, era cheia de cores, essa trilha seguia numa estrada inovadora, ali nascia o visual psicodélico.

Alucinado de ácido, o guitarrista e líder dos Warlocks Jerry Garcia, começou improvisar em suas músicas esticando longos instrumentais que ligava uma música na outra, e ninguém parava de dançar, enquanto Owsley fazia a distribuição do LSD para a galera. Assim a viagem estava garantida.

hippies

Os Big Brothers & Holding Company, tinha um guitarrista famoso pelos solos de 45 minutos, mas ele precisava de um vocalista (a). Uma das principais candidatas se hospedaria num dos quartos da Page 1090, era uma texana gordinha cheia de espinhas chamada Janes Lyn Joplin.

A lendária Haight – Ashbury hoje serve de comércio de moda hippie, lojas com acessórios da época para os mais nostálgicos

A festa de arromba aconteceu mesmo no dia 5 de dezembro de 1965 numa esquina a caminho de San Francisco, o acid test, lá rolou o primeiro (de 12). Uma das invenções de Ken Kesey e seus camaradas. Nas paredes eram projetadas figuras psicodélicas, com filmes antigos, e a galera dançava sob luz negra e muita loucura.

E nessa noite a banda de Jerry Garcia deixou de se chamar Warlocks para se tornar Graterful Dead.

Todo mundo ficava doidão. Tiravam suas roupas e ficavam na rua pelados. A revolução psicodélica havia começado.

Nas festas a galera hippie trocava e se misturava com outros artistas como, diretores de teatro de vanguarda, poetas, performances de rua e com os“Fraldas Vermelhas” (comunistas da Califórnia).

A tal sociedade alternativa estava em seu começo, com o objetivo de curtir a vida numa economia baixa, tendo como fonte o comércio de artesanato.

the_grateful

No dia 1 de janeiro de 1966 inaugurou no número 1.535 da Haight a Psychodelic Shop. Ali eram vendidos livros e revistas, também com “salas de meditação”. Nessas salas meditando, casais entravam em contato com o seu eu interior, sem regras de posses afetivas.  Isso era o amor livre.

Em 1966 o conceito da acid tests passou para a Trip Festival, que reunia 3 mil viajantes, agregando música e teatro, tudo que já fazia parte da cultura psicodélica.

A cultura na Haight- Ashbury começou a se espalhar na medida em que novos hippies chegavam, com muita fome, e sem grana. Os Diggers procuravam restos de comida e preparavam refeições free ,e distribuía nos gramados do Panhandle.

Houve desaparecimento de jovens em 1966 nas ruas do Haight- Ashbury, 1. 231 foram contados era muita gente Recém chegados montavam suas barracas num morro Golden Gate Park prontos para acreditar em qualquer coisa e seguir algum guru.

Aqueles jovens queriam na verdade um atalho para o nirvana, o LSD era tão comum como uma aspirina, e para acelerar o despertar da terceira visão, usavam pomadas coreanas, e falavam da casca da banana, que bem seca ao sol e fumada, poderia dar um grande barato.

Em setembro de 1966, o Grateful Dead se muda para o número 710 da Ashbury, e o casarão abriga Jerry Garcia e sua trupe de colegas, assim se transformando no principal ponto agitado do bairro.

Kombis coloridas chegando muita gente mergulhada no ácido, aquilo tudo era “natural”. Em uma das inúmeras festas da Page 1090, alguém jogou uma garrafa de Coca Cola pela janela e curiosamente caiu nos pés de um policial, isso foi a gota d’água para explodir uma situação tensa. Registra-se a primeira batida policial por porte de drogas. A mamata estava acabando, e o sonho começava se tornar pesadelo.

jimi_hendrix

Em 2 de outubro de 1966 ocorre o último acid tests, E nessa data já faziam quatro dias que o estado da Califórnia  estava enquadrando a galera por posse e produção de ácido, considerando como crime.

Depois da proibição, um jovem morreu num roubo de carro, dando inicio a quatro dias de tumulto, recheado de ataques com bombas e protestos mais “ácidos” Os Hell’s Angels apareceram com a sua truculência, ai o astral pesou de vez.

“Hippies e Hell’s Angles continuam a se encontrando no início da Haigth, ali eles e outros freaks trocam ideias numa boa”.

Mas a grande atração do quarteirão eram eles, e sim a famosa loja de discos Amoeba, um dos maiores sebos de som e imagem do sistema solar.

A Polícia durante o dia quase não se vê, mas aparentemente nada acontece de ilegal na Haigth, O que chega perto da ilegalidade são as head shops sobrevivendo do Summer of A Love. Nessas lojas produtos voltados para o hemp, são vendidos e não propriamente o tal.

35 mil loucos alucinados compareceram em 14 de janeiro (1967) aos campos de pólo do Golden Gate Park para o “Human Be-in Gathering of the Tribes” Não eram simples hippies, e sim agitadores políticos ao microfone e os Hell’s Angels rasgando os motores de suas Harley- Davidsons. Uma jarra de ácido puro e poderoso foi providenciada por Owsley nesse evento.

Rolaram shows com umas das melhores bandas da época, sandubas de peru na faixa, muito sol ao som de Grateful Dead, a galera dançava sem parar.

Mas algo estava se perdendo, um rascunho vazio tomou conta do maior verão de 1967, jovens inocentes loucos queriam sexo drogas e rock and roll fácil.

Um baixinho barbudo morava na Cole número 636, o nome desse cara era Charles Manson.

Charles passou a maior parte da sua vida em instituições penais, da prisão ele foi direto para a Haight com a Ashbury, tomou seu primeiro ácido e colocou na cabeça que era Jesus Cristo, virou mais um guru e já tinha uma seguidora, e depois outros mais entraram na onda desse louco. Na Cole começava a Família Manson.

09

Em 1967 arrebentava nas paradas uma canção épica com Scott McKenzie, aconselhando o resto do planeta:”Se for a San Francisco, não se esqueça de levar algumas flores no cabelo, assim hippies passaram a invadir jardins das senhoras para arrancar flores, e cair na moda!

Hordas de falsos hippies dominavam o Festival de Monterey Pop, no dia 16 de julho Janis Joplin rasga sua garganta com violência com Balls and Chains, e Jimi Hendrix transa com sua fender, e tasca fogo na coitada, yhea, baby yheaaaaaaa!!!!

75 mil jovens passaram férias no Haight- Ashbury no verão de 1967. E nas ruas palavras do escritor Ed Sanders, “uma vale de milhares de fofinhos, coelhinhos brancos cercados de coiotes famintos”. Nem sempre um cabeludo de bandana na cabeça é hippie de verdade, alguns cometiam crimes, vendiam orégano como se fosse maconha, a epidemia de doenças venéreas se espalhava.

No dia 6 de outubro foi decretada o dia da morte do Hippie, um caixão simbólico foi transportado pela Haigth. Dias antes a polícia de San Francisco deu exemplo de autoridade e na casa dos Grateful Dead, prenderam uma galera e Jerry Garcia escapou.

As Kombis coloridas começaram a partir, apenas o ônibus da Família Manson era preto.

Em 3 de marco de 1968 Jerry Garcia fez o seu último show free com o Dead no Haigth, sem autorização, e em seguida partiu para Los Angeles, e nesse meio tempo Janes se preparava para uma temporada em Nova York, os tempos de maconha e ácido na Haight ficavam para trás, e o que Joplin queria era difícil de encontrar naquela região a, heroína.

janis-joplin

No dia 9 de agosto de 1969, o que restava de bom daquela cultura foi derretida num episódio mortal seguidos de gritos na casa das colinas de Hollywood, a atriz  Sharon Tate estava morta, retalhada com oito meses de gravidez, resultado: feto morto e pendurado ao seu lado.

Logo em seguida as investigações levaram ao tal barbudo Charles Manson, alucinado na sua egotrip. Sua família de hippies loucos, viraram assassinos macabros, garotas com flores no cabelos e facas nas mãos. Ao lado da morta Sharon Tate, 3 mortos num mar de sangue sem fim, e outras vítimas seriam relevadas nos próximos dias.

Um choque mortal, vibrações escuras transformaram o dia 6 de dezembro no festival de Atlamont num horror-show com muita violência entre negros e Hell’s Angles.

“Charles Manson se torna um serial killer, Jim Morrison. Hendrix e Janes mortos, o sonho estava no fim, e o pesadelo dessa geração se tornou constante”.

Em 31 de janeiro (1970) todos os integrantes do Grateful Dead, foram presos em Nova Orleans com muita droga, como se não basta-se a banda foi roubada em 150 mil dolares por um empresário desonesto.

No trágico 18 de setembro Hendrix embarca para o inferno abordo do seu próprio vômito morto em uma drástica overdose em Londres deixando seus fãs no vazio.

15 dias depois Janes Joplin se hospeda num hotel barato de Los Angeles frequentado por traficantes, compra uma dose pura de heroína e cai diante de sua cama e a partir daí, não levanta mais.

O sonho colorido acaba de maneira trágica, grandes ícones dessa geração morrendo cedo, Charles Manson contaminou todos dessa trupe com sangue. Hoje o bairro da Haigth, é tranquilo, as acid tests, viraram raves, o novo ácido é o ecstasy. A viagem fica por conta dos DVDS, livros e discos dessa época marcante da contra- cultura.

Por Marcello Dallas

Coluna Dallas entrevista a banda Hocus Pocus

Postado em Uncategorized com as tags , , em Setembro 1, 2009 por colunadallas

A HOCUS POCUS existe desde 2003, formada por então alunos do curso de música da UEL (Universidade Estadual de Londrina). A banda registra com segurança um estilo bem elaborado de timbres e arranjos singulares, é um rock processado de energias vindas do Metal, Hard Rock, Rock Progressivo e pitadas do Jazz, essas foram sensações que senti quando ouvi a banda.

Ao vivo, a Hocus também demonstra isso, o som é um petardo bem mirado nos ouvidos mais roqueiros, e nesse bombardeio que os integrantes Diogo Oliveira_Guitar, Marcos Kirchheim_Bass, Fabrício Fonseca Vocal, Vinícius Máximo_Drums e Ivo Oliveira_Guitar fazem seu som .

Antes de embarcar para a Turnê na Europa eu falei com a banda sobre essa série de shows.

H1

Como pintou essa Turnê na Europa?

A história começou pelo myspace. Através do site fizemos contato com um músico nova iorquino chamado Lord Bishop, ele gostou da banda e nos indicou sua produtora de shows, a Popkillazz presents, que fica em Dresden na Alemanha. Enviamos pra agencia nosso material e ficamos surpresos quando obtivemos uma resposta positiva. A partir daí começamos a conversar sobre a possibilidade de se fazer uma turnê européia, isso ainda no ano passado, mas só no começo deste ano é que realmente fechamos o contrato.

Em quais lugares vocês vão tocar por lá?

Passaremos pela Alemanha, Suiça, Holanda, Sérvia, República Tcheca, Áustria e talvez Itália.  Serão por volta de 25 shows.

O que a banda espera dessa turnê?

Fazer ótimos shows e criar vínculos permanentes com público, artistas e produtores de lá.

H2

O mercado gringo é o foco da banda?

Não, mas talvez pelo fato de cantarmos em inglês acabe se tornando naturalmente. Queremos tocar bastante pelo Brasil também.

Que pode servir de inspiração para a Hocus?

Qualquer coisa, desde um riff de Angus Young a um tango de Astor Piazzolla. Com esse bombardeio diário de informações quase tudo pode servir de inspiração.

O trabalho gráfico também é bem cuidado, até que ponto isso ajuda na divulgação?

Um trabalho gráfico bem feito só pode ajudar a carreira de uma banda, seja no encarte do disco, nos cartazes de shows, site, enfim. Muitas vezes as pessoas vêem antes de ouvir, por isso é importante ter alguém que saiba transformar a essência sonora de um grupo em arte visual, é tão importante quanto a música.

Fale um pouco dos planos da banda pós- turnê?

O principal é terminar o segundo disco, já temos quase tudo gravado, recentemente lançamos um EP chamado “The City Shakes”, com quatro músicas que já estavam prontas. Além disso, queremos tocar mais em festivais pelo Brasil também.

Defina Hocus Pocus em três palavras

Música, diversão e irmandade.

http://www.myspace.com/hocuspocusmusic

www.twitter.com/hocuspocusrock

www.hocuspocusrock.blogspot.com

www.hocuspocusrock.com

www.bardeideias.com

Por Marcello Dallas

Horehound surpreende, e toma um porre na fonte do garage rock

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em Agosto 26, 2009 por colunadallas

Abri o case e saquei para ouvir o novo trabalho do análogo Jack White. The Dead Weather é mais uma banda (ou projeto) desse cara que nunca para, parece viver intensamente produzindo dentro do seu universo rock and roll.

tdw

O álbum Horehound surpreende, e toma um porre na fonte do garage rock mesclado com folk e muito blues.

Nessa nova empreitada sonora Jack White desfruta de batidas e vocais assumindo o posto de baterista da banda, abordo com ele estão os seguintes músicos: Alison Mosshart (ou VV), do The Kills, nos vocais principais e guitarras Den Fertita, do Queens of the Stone Age nos teclados e guitarras, e “Little” Jack Lawrence, seu companheiro de Raconteurs no baixo.

A sonoridade se transforma em violentos rifis esmagadores no volume máximo da originalidade, baterias com personalidade marcante surta com vocais equilibrados e sintetizados de forma amplificada, compondo uma fórmula sólida e arrasadora com os teclados e as levadas do baixo, que pulsa nessa trilha roqueira.

Os ingredientes de Horehound são especiais, resumindo bem, o disco transmite sensações drásticas de Bob Dylan enfurecido, isso se transforma em elementos valiosos nas mãos dessa nova trupe de Jack. O álbum é fantástico e já está entre os meus favoritos de 2009, bom não vou mais revelar nada o lance é descobrir e ouvir do começo ao fim.

Por Marcello Dallas

2 discos super esperados de 2009!

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em Agosto 25, 2009 por colunadallas

Na espera de alguns lançamentos no mercado fonográfico internacional estão os discos do Kiss e do Alice In Chains.

kiss


“Sonic Boom”
o novo álbum do Kiss tem um belo cartão de visita, a faixa disponibilizada “ Modern Day Delilah” é sensacional, mostra a banda revisitando as suas raízes com uma estética conceitual bem interessante, começando pela capa do álbum que é bem ilustrativa, lembrando visual de games antigos dos anos 80 e 90. Esse disco está previsto para ser lançado em outubro.

“Se for julgar pela capa e também pela faixa  disponibilizada, esse álbum promete ser um dos melhores da banda, ou, talvez o melhor”.

www.kissonline.com

alice in chains

Outro disco bem esperado é “Black Gives Way to Blue” do Alice Chains, quinto álbum da banda que promete seguir a sonoridade grunge rasgada e tensa, o clipe da música “A looking In View” deixa esse aviso.
O vocalista William Duvall, tapa o buraco deixado por Layne Staley, morto em 2002, após overdose de drogas.
O curioso nesse disco é a figura de Elton John na faixa-título do disco. Além do piano, o músico inglês contribui com suas experiências vocais na canção tributo a Layne.

www.aliceinchains.com
Por Marcello Dallas

4 LIVROS Fundamentais na cultura pop.

Postado em Uncategorized com as tags , , , em Agosto 23, 2009 por colunadallas

Além dos seus discos DVDs, os livros de cultura pop são ótimas companhias para quem procura conhecimento musical.

Hoje a tecnologia nos permite ter acesso a muitas informações de maneira fácil e rápida, MP3 livros digitais, mas nada substitui um bom exemplar de papel para manter ali na coleção.

Separei dentro da minha coleção 4 dicas para quem quer realmente saber um pouco sobre cultura pop e segue a lista.

livro

1001 Discos para ouvir antes de morrer, é uma bíblia dos discos, com um incrível design, fotografias sensacionais e muitas informações técnicas dos melhores discos do planeta.

kid

Almanaque do rock Kid Vinil. Esse livro vai fundo na raiz da história do rock and roll, com uma linguagem rápida seguindo o estilo dos almanaques. fundamental na coleção.

p

Reações Psicóticas uma grande obra, de Lester Bangs, o maior crítico de rock do mundo desabafa sem medo de errar nesse livro textos famosos do ex- editor da Revista Creem, amado e odiado, mas sem dúvida ele foi um dos maiores escritores norte americano.

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As melhores entrevistas da revista Rolling Stone estão bem escolhidas nesse ótimo livro, nesse book os maiores artistas da cultura pop tem suas faces reveladas.

Por Marcello Dallas

Um disco sem educação!

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em Agosto 20, 2009 por colunadallas

Um disco sem educação que poderia lavar roupa suja em qualquer palco brasileiro. Um pé na porta para entrar de cara na cena do rock nacional. O nome do disco leva o nome banda. Claro que estamos falando do álbum “Raimundos”.

R

Sem pretensão alguma de ganhar prêmios que essa obra sonora consagrou o grupo. Eles não queriam ser amigos do Caetano Veloso, ou do “creme dê-lá creme” da MPB, não estava nos planos da banda, e muito menos conquistar atenção e respeito das grandes gravadoras do país.

Na verdade eles queriam dar um esporro desgraçado em todo mundo, e conseguiram isso com seu primeiro disco.

Talvez, a única banda que navegou com originalidade nas veias de uma molecada roqueira dos anos 90, acostumada e estrangulada por uma onda grunge, que dominava o planeta na época.

Definitivamente “Raimundos” era o que faltava para a cena roqueira nacional, naquele momento.

Letras despojadas e ousadas, som pesado, uma “zona” (no bom sentido, isso se houver um mal sentido para tal) amplificada com uma mistura pra lá de inusitada, forró com hardcore e Ramones rotulado de “forrócore”. Será que já era tudo?

Não, sem dúvida que não para a trupe de Rodolfo, Digão, Canisso, e Fred que sempre acreditavam no som da banda, que  saiu socando violentamente as rádios do Brasil com o hit “Puteiro em João Pessoa”.

Daí para decolar no grande show biz, foi uma piscada de zóio.

“MM’s” acorda qualquer punk, metaleiro ou alguma criatura simpatizante de uma pedrada sonora na cabeça. Um sincero hardcore pau-leira, guitarras mergulhadas no metal, refrão melódico rompendo qualquer barreira do comercial, com uma letra insana e ao mesmo tempo provocativa.

Além de “Puteiro em João Pessoa”, as faixas “Palhas do Coqueiro” e “Nêga Jurema” são peças fundamentais nessa trilha suja e distorcida.

Uma com melodia marcante, e incríveis vocais surfando alto no punk rock, e outra descarregando um bombardeio de palavras vomitadas pelo líder da banda Rodolfo.

Outra faixa que também garante o disco é a música “Be-a Bá” com rifs pesados e uma levada no estilo Alice In Chains, que essa faixa surta com a melodia do vocal, na velocidade máxima da loucura.

Com pedradas uma atrás da outra que esse disco de capa marrom, lançado pela Banguela (em 1994) fez história no rock brasileiro.

Mais de 150 mil cópias que rendeu medalha de outro, caindo no gosto da massa, um fenômeno musical para ser lembrado. Até por que precisamos revisitar boas bandas, ser for gastar tempo com “ alguns novos produtos nacionais roqueiros” da atualidade, ah… meu amigo, pode ter certeza que esse disco não vai sair dos seus favoritos por um bom tempo…

Por Marcello Dallas

Vinil e o Rock, sintonia fina no volume máximo.

Postado em Uncategorized com as tags , , em Agosto 19, 2009 por colunadallas

A magia de entrar em uma loja de discos e dar de cara com um disco de vinil, pode se tornar paixão à primeira vista.

E esse romance pode representar algo muito especial para a sua vida, melhor ainda se sua primeira impressão diante da bolacha for um álbum de puro rock and roll. Esse é o grande lance dos vários formatos dessa mídia clássica da música.

Hendrix

Vários estilos musicais são admirados e cultivados em vinil, mas nenhum combina tanto como o rock, parece que um foi feito para o outro, e com toda essa energia roqueira, que verdadeiras obras sonoras foram amplificadas em LPS e compactos, variando de rotações.

Black Sabbath

Vinil e Rock N’ Roll é a pulsação definitiva dos graves e agudos na ponta da agulha, ruídos são verdadeiros temperos sonoros para os mais exigentes ouvidos.

Um casamento eterno, que navega numa linha infinita de qualidade, deixando qualquer outra mídia na praia do instantâneo descartável.

Ramones (3)

A química que rola entre os dois, é alucinante nada se compara quando um Jimi Hendrix, Ramones, Black Sabbath entre outros clássicos do rock, rodam num belo toca discos, variando em climas A e B, sensações análogas singulares e equalizadas para quem realmente procura som de qualidade.

Vida longa para essa paixão, que é alimentada por milhares de fãs no planeta. Assim a cultura do vinil segue infinitamente timbrada, em algum canto do mundo, e o melhor no volume máximo.

Colaboração loja Disco Voador

Conheça mais sobre essa cultura no blog Viva o Vinil MTV  www.mtv.com.br/vivaovinil

Por Marcello dallas

Um Clássico do Rock Brasileiro

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em Agosto 17, 2009 por colunadallas

Ele não era alegre, não tinha capa bonitinha, era tenso, talvez um dos melhores discos do rock brasileiro.

 Focado em letras simplesmente profundas, e instrumental com sonoridade equalizada de forma totalmente Joy Division, que o disco “Dois” da Legião Urbana entra para a história do rock nacional.

L.U

Nada se perde quando a canção “Tempo Perdido” te acolhe como um cobertor numa noite fria, e te leva para uma estrada escura, revisitando de certa forma algo marcante da sua vida.

O disco navega em reviravoltas sensacionais, a faixa “Metropole” é um punk rock direto com um baixo alucinante, com esse clima a música bota ordem com uma letra bem politizada.

A simplicidade é tamanha que transforma algumas faixas tão exuberantes como todo o processo de composição do explosivo Renato Russo.

A música “Indios” é uma sessão profunda e insana, mas criativa do vocalista da Legião, uma bateria simples hipnótica te conduz a bordo de teclados transcendentais surtando com uma guitarra sutil, recheada de personalidade, com o comando de Dado Villa Lobos. “Dizem que o Renato teria feito essa música em dez minutos”.

Na época Russo batia o pé para que o “Dois” fosse um álbum duplo, mas a gravadora não aceitou a proposta alegando altos custos para a venda final.

O papel para a produção das capas, não era dos melhores, até por que o RPM já havia utilizados todos os papeis mais bacanas nas capas dos seus discos na época, abastecendo seus fãs de brilho e muito raio laser.

Um disco nada divertido, nada fofo, sem colorido anos 80, liderado por uma figura marcante do rock brasileiro, o “Dois” sem dúvida entra para a lista dos melhores discos de rock nacional, uma grande obra repleta de sonoridades nostálgicas e poéticas, uma fonte para reflexão marcada de mensagens interpretativas e sinceras.

 12 músicas essenciais para transparecer uma postura, minimalista bonita e ao mesmo tempo suicida.

Por Marcello Dallas

Os 10 Maiores Vocalistas do Rock

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , em Agosto 16, 2009 por colunadallas

Bandas de rock estão sempre bem representadas por seus vocalistas, e cada um com sua identidade. Muitas bandas são identificadas por vocais marcantes, veja na Coluna Dallas, os 10 maiores vocalistas do planeta. definitivamente!

segue a lista

Robert Plant

Robert Plant

Freddie Mercury

Freddie Mercury

Joey Ramone

Joey Ramone

Ozzy

Ozzy

Bruce Dickinson

Bruce Dickinson

Mick Jagger

Mick Jagger

Axl Rose

Axl Rose

Layne Staley

Layne Staley

Eddie Vedder

Eddie Vedder

Scott Weiland

Scott Weiland

Por Marcello Dallas

AC/DC X The Doors quem sobrevive?

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em Agosto 15, 2009 por colunadallas

Se houvesse uma arena para uma batalha de bandas sem dúvida seria interessante ver o Black Sabbath, socando a boca do estomago do Jonas Brothers e de quebra ver um disquinho do Caetano Veloso ou Los Hermanos esmagados pelo Alice In Chains e Nirvana, já pensou que legal?

acdc

X

the_doors

Hoje a guerra fica no seguimento clássico, quem será que vence hein? AC/DC ou The Doors?

Duas bandas consagradas no rock and roll sobem numa arena infernal, para uma batalha sem fim em busca do poder nessa guerra de rifis, linhas de baixo perturbadoras anexadas a potentes viradas de bateria compondo insanas melodias vocais em busca da vitória definitiva.

As vantagens são monstruosas quando se trata de AC/DC, um belo trator pronto para triturar, uma das bandas mais chatas do classic rock, o tal de The Doors.

Com uma SG brutal, o grande guitarrista do AC/DC Angus Yang arrebenta a cabeça do Jim Morrison sem dó com um rif raivoso, que deixa qualquer fã do Doors transtornado e em pânico.

E segue com vários petardos, surrando de forma cruel a banda do poeta Jim, partindo ao meio o coração de milhares de fanáticos por esse grupo.

O AC/DC atropela em vários sentidos, no som e na postura roqueira mais acentuada. The Doors fraco fica no chão, sangrando de forma triste e caótica as melodias vazias que sempre cultivou ao longo de sua existência.

Com seu estilo brutal, cruel e pesado o AC/DC segue triturando a banda de Morrison, que não mostra poder de reação e parece ficar pelo caminho, sem grandes heranças na história da música, deixando apenas seus poemas perdidos e queimados, junto ao sangue que agora acolhe seus restos de rock and roll.

Por Marcello Dallas